domingo, 28 de março de 2010

Que Belo é esse?

Quando lemos histórias que outros contam...aprendemos de certa forma porque nos colocamos no lugar do personagem. É inevitável.
Quem escreve e quem lê o que se escreve exercita o Pensar e o Sentir.
Só escrevemos o que nos é importante para a compreensão da vida,
ou para comunicar sentimentos, necessidades e até mesmo desesperos.
O Inconsciente manifesta-se através das entrelinhas do quê escrevemos.
Por isso, entendo que palavras escritas são mais perigosas que palavras faladas. Principalmente quando quem as escreve, não sabe disso. Revelamos sentimentos escondidos, feridas veladas e que ainda pulsam de dor.
Queria não ver dessa forma, talvez sofreria menos.
Mas...Quem não sofre? Sofremos para aprender que só se aprende, ao sofrer.
Por exemplo: O que é Belo? Onde está a beleza hoje?
Bah! Isto é complicado demais prá mim. O belo carrega o peso de eventos históricos. Conta histórias, e desvela pensamentos e visões relacionadas ao seu significado. Hoje, a beleza de uma pessoa está num rosto bonito?
Num corpo magro? No tipo de roupa que se usa?
Queria que não fosse assim. Queria que minha filha vivesse numa sociedade em que a beleza está num olho que brilha de felicidade por ter amigos, na natureza que se transforma diante da ação inconsciente do homem, na música simples e nos sentimentos sinceros.
Queria cantar o tempo todo assim esqueceria mágoas.
Queria ir embora para não viver mais nessa angústia de tentar viver melhor.
Queria, de verdade, esquecer que sou afeto puro e tentar ser apenas razão.
Queria saber viver e não saber como viver. De que adianta saber o como?
É como diz a letra da música...

Quem espera que a vida seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado...
É preciso saber viver

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