terça-feira, 6 de setembro de 2011

UMA PALAVRA

uma
palavra
escrita é uma
palavra não dita é uma
palavra maldita é uma palavra
gravada como gravata que é uma palavra
gaiata como goiaba que é uma palavra gostosa

(CHACAL)

domingo, 4 de setembro de 2011

Tem coisas que têm um tempo previsto...

Todas as coisas têm um tempo previsto...
O mundo não vai muito bem, não...
Uns possuem tudo; outros nada.
Uns fazem o que querem, outros só obedecem.
Uns tentam alargar o tempo aumentando a velocidade e outros só correm atrás de algo que não sabem, apenas vão...


Tem horas que achamos que todos devem embarcar nas nossas idéias, crenças, verdades ilusórias. Sábios eles, que não entram nessa. Mas, sábios nós, que vivemos intensamente momentos que não voltam mais. Preferimos embarcar mar adentro sem saber se voltamos um dia.

Não somos perfeitos, mas somos perfectíveis. Temos possibilidades de mudar, de melhorar nos amores, nas amizades, nos relacionamentos. O Outro é o nosso termômetro do quanto somos capazes de cativar ou não, do quanto somos capazes de mediar o amor e o ódio. Se isso é fato, não há como desentendimentos, desilusões, decepções não ocorrerem, oras... Quando, ou até quando as reconciliações são possíveis de se religarem? Quem somos nós para acharmos que podemos, sempre, reconciliarmos desafetos e crostas quebradas, luxadas, machucadas? Para quê?

Pois, todas as coisas têm um tempo previsto...

Tem horas que tenho receio. 
Receio de saber que minha vida não tem sentido algum, nem para mim, muito menos para qualquer outro. O sentido único possível que consigo enxergar é a possibilidade de tentar eu mesma, me agüentar, me tolerar, compreender que enquanto viver será assim, somente eu, com minhas inquietações, meus anseios, meus medos, minhas impulsividades ridículas...

Sempre esses momentos de desarrumação da vida, do corpo, da mente e do coração, me aconteciam, provocando um vazio profundo, sem saída. As palavras, em tantas línguas, me atrapalharam a vida algumas vezes. Noutras me ligaram a ela. Se palavras fecham conceitos ou ideias, para mim abriam e abrem espaços. De qualquer forma, são palavras e quando saem quadradas e encurraladas, marcam, doem, assassinam os afetos, odeiam,  separam. Palavras contam histórias, de verdade verdadeira ou de verdades criadas pelas mentes humanas que investem em ilusões, tão somente em ilusões.

Tem horas que o mundo cai dentro de mim e me causa uma dor insuportável.
Não entendo isso. Não entendo o que as pessoas falam. Elas falam sem saber o que dizem, falam para magoar, pois o rancor, pelo visto, foi construído durante um bom tempo. Só pode... Como manter tanto rancor ao ponto de falar sem comunicação, sem sintonia e de não querer escutar... Isso é ódio, ódio de amor ou amor de ódio. Chego a sentir um certo pavor dessa dualidade. Onde está a sintonia, a harmonia, que só existia através de uma verdade composta para tal fim?

Tem horas que tenho vontade de conversar, falar sobre a vida até aqui, por que os impasses se formam e a palavra torna-se o muro da discórdia e de desentendimentos quando deveria ser de prazer?
Sobre as crianças, estão construindo sua forma de relacionar-se com esse mundo psiquicamente, na verdade estão tentando montar um grande 'quebra-cabeças'. É fundamental ter a tranqüilidade de saber que estão seguras. Sei, por intuição talvez, disso tudo, sei como se sentem também. Gosto de ver os filhos discutindo com os pais, testando suas possibilidades de lidarem com o mundo externo através de suas construções internas.
É bacana de discutir, conversar, compartilhar ideias com elas...
Adultos, ah... Alguns acham que, pronto, tudo resolvido...
Que nada! Falácia total...
Começam as dificuldades, primeiro em lidar com suas verdades rígidas, segundo em lidar com suas vontades e desejos não resolvidos...

Quem nos olha, quem convive conosco, nos vê de um jeito que acham que somos. 
Até penso que sou assim,  para eles, mas não para mim. Nem sei de que jeito sou, deste ou daquele, meus pensamentos continuam com a mesma intensidade independente de qual personagem me personificaram, eu sou. É assim que me percebo, pelo que penso, pelo que entendo, pelo que construo.

Cada momento vivido é novo, desconheço como vou ser diante do novo. Entendo assim que devo ser todos os dias, todas as horas, todas as situações imprevisíveis, pois o que vai acontecer... Não sabemos.  Único jeito de ser eu é ser de cada vez, é não saber cada vez, é permitir-se não saber e não se conhecer, cada vez. Também não compreendo isso, mas sinto que deve ser assim. Sentir, e saber o quê se sente é transcender o viver. Acredito em tudo que sinto. Mas, às vezes me escapa à percepção, ou não... Dou-me conta quando já passou...
De qualquer forma, não foi importante, então.

Há um silêncio dentro de mim que me inquieta e que ferve. Esse silêncio que mantém as distâncias minhas com o  mundo. Para reduzir distâncias, só abrindo o peito e permitindo que o silêncio saia, flutue para fora, borbulhante. Causará dor, desilusões, perdas, mas de alguma forma ele me libertará.
Como seria abrir o peito e gritar... sem medo... sem prejuízos... sem o mínimo de educação?

Todas as coisas têm um tempo, previsto ou não...Têm.


sábado, 3 de setembro de 2011

Uma carta

Antes que tudo acabe queria pedir uma coisa... 
Queria pedir que esquecessem que um dia me ouviram, me olharam e me falaram de coisas que me fizeram também falar. De tão ridícula que sou escrevo esta carta, pois preciso pedir perdão pelo invasiva que sou e atrevida que fui. Sei que temos todos o lado branco e negro dentro de nós, e como uma roda da fortuna, giram entre si causando desafetos e afetos ao mesmo tempo.

Conto veementemente que estas palavras façam cumprir a dor de um testamento, fruto atos intempestivos que só amores causam, mesmo que provem serem constituídos de coragem, criatividade e arte.

Sou fraca e por isso escrevo... Sou de um jeito que às vezes detesto, outras até que me favorece, mas é mais forte que minha possibilidade de controle, sou intensa nos afetos de amor ou saudade. Tudo se esvai no tempo e no vento. Por ter medo disso...

Não sei viver pela metade...

O silêncio encantador da Lua faz amar, viver e perdoar...

De modos que passei minha vida até aqui, sonhando. È vero que tinha, quando criança e um pouco mais, uma certa razão que me fazia sonhar possibilidades certas de acontecerem. Era tudo tão fácil... Antes de dormir pensava sobre o que havia conseguido até o dito instante e o que mais precisaria. Ficava eu, enumerando minha lista de sonhos...possíveis.

Meu entendimento não alcança hoje o que mudou e como mudou... e mudei. Pois, meus sonhos atuais são totalmente impossíveis. 
Não enumero mais, já que não sei o tempo que tenho... 
Não penso mais sobre isso antes de dormir... 
Penso só no que ocorreu e em como parar de pensar para poder dormir... 
Uma piada...


Aprecio, gosto da vigília, gosto da noite, gosto do silêncio, gosto da solidão da noite. Nela deposito meus anseios, minhas mortes em vida, minhas incapacidades de compreensão do ato de viver e todos os meus pecados, os quais não são poucos. Sem problemas. É como se a noite fosse o momento de sonhar acordada, vivendo o que não foi possível e refletindo o que pode ser...

Peço perdão e me perdôo. Pois faço coisas que só um vento explica. Fico convicta de que tudo é vão pois, com o vento, cai tudo ao chão.


Só a noite causa essa paz necessária para criar, imaginar e fantasiar a vontade do desejo se manifestar. 
Atravesso livros, vidas dos personagens, vivo o que não é meu e sonho com o que quero. Só na noite, com sua escuridão envolvente e seu silêncio pertinente e acolhedor de gritos das dores das perdas. 


Por isso a Lua sempre sabe de tudo, sabe do desejo que reconhece a existência e o tamanho das distâncias entre o querer e o poder ter, e sabe também que um amor, mesmo que em sonho não tem quase nada de irreal, por isso que a Lua está lá no ceu, quieta, ouvinte e docemente encantadora.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

FRAGMENTOS DE GABRIEL GARCIA MARQUEZ

1. Te quiero no por quien eres, sino...... por quien soy cuando estoy contigo.
2. Ninguna persona merece tus lágrimas, y quien se las merezca no te hara llorar.
3. Solo porque alguien no te ame como tú quieres, no significa que no te ame con todo su ser.
4. Un verdadero amigo es quien te toma de la mano y te toca el corazón.
5. La peor forma de extrañar a alguien es estar sentado a su lado y saber que nunca lo podrás tener.
6. Nunca dejes de sonreír, ni siquiera cuando estés triste, porque nunca sabes quien se puede enamorar de tu sonrisa.
7. Puedes ser solamente una persona para el mundo, pero para una persona tú eres el mundo.
8. No pases el tiempo con alguien que no esté dispuesto a pasarlo contigo.
9. Quizá Dios quiera que conozcas mucha gente equivocada antes deque conozcas a la persona adecuada, para que cuando al fin la conozcas sepas estar agradecido.
10. No llores porque ya se terminó, sonríe porque sucedió.
11. Siempre habrá gente que te lastime, así que lo que tienes quehacer es seguir confiando y solo ser más cuidadoso en quien confías dos veces.
12. Conviértete en una mejor persona y asegúrate de saber quien eres antes de conocer a alguien más y esperar que esa persona sepa quien eres.
13. No te esfuerces tanto, las mejores cosas suceden cuando menos te las esperas.

recuerda:

"TODO LO QUE SUCEDE, SUCEDE POR UNA RAZÓN"

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"A dor
Grita: Vai!
Mas o prazer quer eternidade
Pura, profundamente eternidade". 

 
I'm out.
That's it

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reconheço quem sou
quando não devo ser
e o tempo que devo sair

reconheço que o amor
está em mim
gosto de ser assim

reconheço que há momentos de ficar
e que há momentos de se retirar
para então...outros tomarem lugar