quinta-feira, 19 de novembro de 2009

mais um final de ano

Mais um ano chega ao fim,
mais uma vez aquela emoção

Rostos pequenos se despedem
com lágrimas nos olhos

Deixam em mim
um pouco de seus sentimentos,
suas marcas,
seus sofrimentos.

Conheço-os, um por um
pelos olhos, pelas palavras

Vão meus queridos
Se cuidem no ano que vem.

Estarei sempre ali
Ou aqui...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Saudade de um mate...

...feito pelo olhar
que no caração bate.

união de poesia
e canção.

Faz um mate prá mim?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

FIM

Hoje dei-me conta
Chegou o fim...

Fim de um poema
Fim de uma canção
Fim de um tempo
Fim de uma ilusão

Fim de um amor
Fim de uma amizade
Fim de um sonho
Fim de uma vontade

Simplesmente...

O FIM

domingo, 15 de novembro de 2009

tempo

O tempo
tem seu tempo.
A vida dura um tempo,
e a morte acaba com ele.

Só o tempo
ajuda a realizar sonhos,
só os sonhos
acreditam no tempo.

A distância separa por um tempo,
O tempo separa para sempre.
Hoje, queria sonhar menos,
para matar o tempo,
antes que ele me mate.

A FLOR

Oh, linda flor
que nasce no campo,
para mim
não causa espanto.

És sim, de pura e rara beleza
e como um encanto da natureza,
demonstras tua ingenuidade
quando escondes tua vaidade.

Resistes aos ventos,
transcorres aos tempos
e não tens espinhos,
pois teus caminhos te levam ao amor.

Amor gentil,
que em teu olhar
verdadeiro
é sutil.

Explica a tua existência
e que lá longe na tua ausência
se resume em dor,
oh, minha amada flor!

Tens um perfume
que parece magia,
que mesmo sem querer
a todos contagia.

E como se fosses
um relâmpago de alegria,
nos levando lá
pro lado da fantasia.

Nos transformas em felicidade
deixando o mundo sem maldade
e muito mais risonho,
porque tudo isso
nunca passou de um sonho.

(Mesmo assim, queria ser a flor dos teus sonhos...)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

La rosa se está muriendo...
Ella necesita de água y de luz.
Que no se muera!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dá medo...

Das incertezas do dia seguinte
Do viver sem sentido, sem razão
Da monotonia das noites vazias
Sem esperança ou motivação.

Dá medo...

De perder as palavras totalmente
E romantismo nelas, não mais haver
Dos pensamentos não te alcançarem
E dos meus olhos, você esquecer.

Dá medo...

De não achar refúgio nas tempestades
E nas revoltas ondas do mar dolente
Sofrer a angústia torpe de perceber
O frio cortante do seu olhar ausente.

Dá medo...

De sufocado e envolvido pela cupla
O amor seja varrido totalmente
E nossos sonhos serem todos banidos
E levados de nós pelo vento quente.

Dá medo...

De nossas almas fadadas ao exílio
Em cem, mil dias de solidão
De lágrimas vertidas, inutilmente
De sentir frio e vazio o coração.

Dá medo...

De no limiar da minha vida, concluir
Que o anoitecer esperado foi esquecido
Que a porta, sempre aberta, não existiu
De nas suas madrugadas, eu nunca ter existido.

Dá medo, sim!
(Gloria Salles)